Você já perdeu ou achou alguma câmera fotográfica? Eu, cabeçuda que sou, já perdi duas, amadoras, é claro. Teria ficado muito feliz se tivesse reencontrado o equipamento, ou pelo menos as fotos. Vasculhando por aí, achei um site, o “I Found Your Camera“, que leva ao ar imagens perdidas. Eles têm a esperança de que seus donos as reconheçam. Funciona assim: qualquer um que encontrar uma câmera ou um cartão de memória desamparados por aí pode mandar as fotografias para o pessoal do site. Parece um milagre, mas eles conseguem reaproximar as fotos de seus criadores. O site tem um espaço só para contar as histórias com final feliz. Vai lá ver se reconhece alguma coisa.
Você já ouviu falar do canal de notícias Fox News: é aquele em que os apresentadores competem entre si para ver quem é mais reacionário e mais puxa-saco do Bush. Não surpreende, então, que tenha partido deles uma das mais bizarras manipulações de imagens dos últimos tempos - superando até a falta de habilidade de certos photoshopeiros iranianos (veja aqui). Durante um programa da Fox, o tema era falar mal de dois jornalistas do The New York Times. Não vou entrar no mérito da discussão aqui - embora tenha uma grande desconfiança de que o pessoal da Fox estivesse sendo injusto com o pessoal do Times. O lamentável da história é que a Fox manipulou digitalmente fotos dos jornalistas. Dentes foram amarelados, narizes foram alargados, peles foram escurecidas. Enfim, não dá nem pra qualificar esse tipo de atitude. Melhor fez a Vanity Fair, que usou a mesma arma contra os apresentadores preferidos da família Bush: o Photoshop. Veja o resultado aqui.
As publicações gringas têm aproveitado, e muito bem, o potencial da internet. Os sites dos grandes jornais vão muito além do jornal de papel. Geralmente as notícias republicadas na net vêm com mais informação e mais fotos. Eles já entenderam que o jornal e a internet são bichos diferentes. Cavalo é cavalo e zebra é zebra, cada um com suas particularidades e com seus espaços. A fotografia vem crescendo bastante dentro do mundo virtual. Boas coisas vêm sendo feitas. Os multimídias produzidos pela Magnum e Media Storm ou os que são publicados no The New York Times (veja aqui, aqui e aqui) são bons exemplos. Nesses casos, o que se vê é multimídia de verdade, e não um slideshow com cara de anos 90 como se vê no Brasil. Eles mostram um produto pensado para o ambiente digital, que usufrui das possibilidades criadas por esse universo. O resultado é bacana. Enriquece a matéria e dá mais espaço para a fotografia. Cá entre nós, não faz muito sentido ir a uma pauta fazer centenas de cliques e ver publicada apenas uma foto de todo o material. Outro uso interessante do multimídia é anexar à matéria da web os bastidores de uma foto bacana. Mais uma vez o The New York Times sai na frente. Vira e mexe o diário pública uma história contada com filme, fotos e áudio sobre o que fica atrás de uma boa fotografia (veja aqui). Um exemplo de multimídia de bastidor que faz todo o sentido, pelo menos para mim, que sempre tive muita curiosidade de saber como essas fotos são feitas, é o do fotógrafo Denis Darzacq. Geralmente suas fotos mostram os personagens levitando no espaço (foto acima). Sempre tentei imaginar qual era o truque de Darzacq para que as pessoas aparecessem assim: flutuando. O multimídia me respondeu. Veja aqui.
A empolgação com a candidatura do democrata Barack Obama à presidência dos Estados Unidos criou um fenômeno que leva o apelido de Obamania. Criticada por alguns, bem falada por outros, a Obamania consiste na exaltação do candidato Obama. Por exemplo: nesse mês, a revista americana Rolling Stone, que fala de música, comportamento e política deu a capa para o primeiro candidato negro à presidência dos EUA. Mais que isso, essa é a segunda vez em três meses. E o melhor: não há uma só chamada na capa da publicação. Outra demonstração da força da candidatura de Obama pode ser conferida na Vogue Itália de julho. A revista de moda foi às bancas somente com modelos negras. A inspiração em Obama foi confirmada pela editora da revista, Franca Sozzani, em conversa com o jornal “The New York Times”. Na verdade, Obama já passou pela capa das principais revistas americanas. Veja na montagem abaixo.
Veja aqui o blog que diz que Obama é mais popular que Angelina Jolie.
Leia aqui o que o “The New York Times” escreveu sobre a edição da Vogue Itália.
As informações sobre a Rolling Stone vieram do Blue Bus. Clique aqui e dê uma olhada na matéria completa.
Para ver a galeria de fotos de Obama no Flickr! Clique aqui.
Até agora o site oficial da Magnum não confirmou a informação. Mas o portal PDN, que costuma ser ponta firme na cobertura do mundo da fotografia já publicou a notícia. Foram escolhidos, na semana passada em Paris, dois novos membros para a agência. Os sortudos, e excelentes fotógrafos, eleitos para a mais admirada agência de fotografia no mundo foram o americano Peter van Agtmael (foto acima) e a inglesa Olivia Arthur (foto abaixo). O nome dos dois já figurava nas listas dos mais importantes prêmios do mundo. Eles foram escolhidos, ele nesse ano e ela em 2007, para participar do “Joop Swart Masterclass”, programa bancado pelo World Press Photo que dá apoio e suporte para jovens fotojornalistas (os brasileiros João Kehl da Cia de Foto e o Mauricio Lima da France Press já estiveram por lá). Agtmael também já levou o prêmio de segundo lugar na categoria General News Stories no World Press Photo e Olivia fez estágio na Fabrica, “incubadora de novos talentos” da Benetton na Itália. Os dois são super jovens, têm 27 anos, mas têm ótima formação e claramente investiram muito suor (ou cliques) para chegar onde chegaram. Para conhecer mais do trabalho de Peter van Agtmael, clique aqui e para ver mais fotos da Olivia Arthur, clique aqui.
Ontem foi dia de leiturinha. Não que os outros dias não sejam, mas é que a manhã do domingo, para mim, parece que foi feita para ler jornal. Vi algumas coisas interessantes e escrevo um pouco sobre elas por aqui. Na “Folha de S. Paulo”, o ombudsman Carlos Eduardo Lins da Silva fala de fotografia. Dá sua opinião sobre qual tipo de foto enriquece a publicação de um jornal diário. Vale a leitura. A “Época São Paulo” conta os bastidores da imagem que foi parar na capa da revista. A foto, feita por Paulo Varella, de um casal se beijando, teve como inspiração a fotografia feita por Alfred Eisenstaedt. Sinceramente, não achei a imagem da capa tão impactante quanto a foto feita em 1945 pelo fotógrafo alemão na Time Square. Mas gostei muito da atitude transparente da Época em contar ao seu leitor o que está por trás da produção da revista. O “Faz Caber”, blog da equipe de arte da publicação, é quem conta a história. Um outro texto bacana, esse na “Carta Capital”, fala da importância da pintora Élisabeth Le Brun na construção da imagem da Maria Antonieta. A rainha da França, que ficou para a História como uma menina mimada e fútil, passou meses rejeitando o obrigatório retrato oficial. Nunca se dava por satisfeita com as pinturas. Foram os pincéis de Élisabeth Le Brun que acalmaram as ansiedades de Antonieta. Finalmente ela se deleitou com sua própria imagem. Le Brun foi responsável pelos principais retratos da rainha baladeira (ela era chegada em uma festinha). Quando Antonieta percebeu que estava com a reputação comprometida por conta do seu comportamento afetado, recorreu à pintora francesa para melhorar sua imagem. A partir daí as pinturas de Le Brun mostravam uma rainha com ar tranquilo e até em situações bem familar, como a imagem acima, em que aparece ao lado dos filhos. Não é de hoje que os donos do poder usam a imagem para manipular opiniões, mas no caso de Antonieta a fantasia durou pouco.
Para ler a Coluna do Ombudsman da “Folha”, clique aqui (só para assinantes).
Os bastidores da capa da revista “Época São Paulo” estão aqui.
E o texto sobre a pintora preferida de Maria Antonieta na “Carta Capital”, aqui.
O título dessa nota foi roubado do Pictura Pixel, blog do amigo Claudio Versiani (veja aqui). Ele serve para sintetizar o conceito de compartilhar informações, uma das principais características da blogosfera. “Quando o blog manda eu obedeço”. Essa frase grudou na minha cabeça, e eu não consegui dar outro nome a esse post. Mas foi bem assim que aconteceu: estava eu no A Photo Editor, um dos meus blogs preferidos (em inglês) e ele me deu a dica: Pixchannel. Eu, obviamente cliquei. É desse jeito que funciona: o blog me dá a informação, me mostra o link e eu clico. A indicação foi ótima, foi muito bom ter obedecido. O Pixchannel tem no ar uma série de entrevistas com fotógrafos de primeira linha. Os bate-papos estão em vídeo. No geral eles falam sobre processo criativo, escolha de um tema e mercado de fotografia. Clique aqui. Vale a visita (somente em inglês).
Muito legal a colagem de vídeos “The Day There Was No News” (“Dia sem notícias”, em tradução livre), feita pelo designer inglês Jason Arber. O alvo de sua criação foram os apresentadores de telejornais. Ele juntou diversas cenas do momento final de alguns programas – aquela hora que o programa já acabou, mas os jornalistas continuam por alguns segundos no ar. Constrangimento seria uma ótima palavra para descrever essa situação. Arber reparou que esses momentos finais do jornal parecem um martírio para os apresentadores. Eles parecem mais tensos nessa situação do que quando têm que dar alguma notícia trágica. Via Boing Boing.
Semana passada as imagens de índios isolados em uma tribo na Amazônia correram o mundo. A Simonetta Persichetti, no seu blog “Trama Fotográfica”, fez um post legal sobre o assunto (leia aqui). Ela lembrou que a fotografia de Gleison Miranda, da Funai, tem tudo a ver com a imagem feita 62 anos antes pelo fotógrafo Jean Manzon para a revista “O Cruzeiro”. Ótima sacada. Não deixem de dar uma passada pelo Trama (clique aqui). Outra leitura bacana sobre o assunto, só que essa em inglês, é no “We Can’t Paint”. O autor do blog questiona o motivo pelo qual as fotos foram divulgadas. Segundo a Funai, as imagens foram difundidas em uma tentativa de proteger os índios (leia aqui). O blogueiro rebate, dizendo que a fotografia é um meio invasor e que geralmente beneficia mais o fotógrafo do que o fotografado. (leia aqui)
Geralmente a mesmice reina nos álbuns de casamento. As fotografias da união, na maioria dos casos chatas pra chuchu, só empolgam o casal de pombinhos. Certamente o álbum de casamento do par ao lado nada tem de monótono. Isso porque durante a sessão de fotos eles foram surpreendidos pelo mais duro terremoto que já atingiu a China. O cenário das fotografias é o vilarejo de Bailu, em Sichuan, província atingida pelo tremor. Nesse dia 12 de maio o fotógrafo de casamento Wang Qiang se transformou em fotojornalista. Registrou o drama vivido por essas pessoas e suas imagens foram publicadas em sites e impressos por todo o mundo.
Leia aqui (em inglês) a reportagem da CNN. Aqui o que “Shoot the Blog” (também em inglês) falou sobre as fotos. E também veja aqui o que o site G1 escreveu sobre as imagens . E aqui o blog amigo “Olha, vê” também escreveu sobre o assunto.
Se você procura por uma boa fotógrafa de casamento, clique aqui e conheça o blog “Diga Sim” da Daniela Picoral.